CIA e Al Qaeda divulgam declarações contraditórias no 5º aniversário dos atentados de 11 de Setembro.
Cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, a CIA (agência de inteligência americana) declara dizimada a Al Qaeda, rede terrorista responsável pelos ataques. Segundo o diretor da agência, o general Michael Haydeno, 5.000 terroristas foram capturados ou mortos desde os atentados e a cúpula do grupo foi destruída. No entanto, a Al Qaeda divulgou no mesmo dia vídeo onde o braço direito de Osama Bin Laden, Ayman al Zawahiri, afirma que novas ações semelhantes ao ataque de 11/09 estão em andamento e convoca todos mulçumanos a intensificarem seus ataques aos Estados Unidos.
No vídeo, Zawahiri incitou a população libanesa a rejeitar a resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) que define o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah, afirmando “a maneira mais poderosa de ajudar nossos irmãos muçulmanos (...) é atingir os interesses dos judeus e cruzados e aqueles que cooperam com eles", afirmou Al Zawahiri em imagens divulgadas por um site islâmico.
O braço direito do Bin Laden prega que o foco deve ser os interesses econômicos e ”em particular em parar o roubo do petróleo pilhado dos muçulmanos” Al Zawahiri disse ainda, em tom de desafio, ser inútil defender as forças enviadas ao Iraque e Afeganistão, porque elas estão "condenadas ao fracasso".
O “dizimado” grupo demonstra que apesar dos 5.000 integrantes mortos ou capturados, como afirma a CIA, não parece ter perdido seu poder de ação. Ataques com curto espaço de tempo entre um e outro, apesar de não haverem tido tanto enfoque da mídia quanto os das torres de Nova York ou não sem autoria confirmada e seqüestros e assassinatos de jornalistas mostram que o grupo possui grande número de membros e poder de mobilização.
